Desafio
Uma exploração agrícola de grande escala iniciou a transição para práticas regenerativas sem qualquer linha de base ecológica. Sem evidência, era impossível saber se as mudanças no solo, na água e no maneio se traduziam em ganhos reais de biodiversidade.
Abordagem
- 01Definição da pergunta científica antes de qualquer escolha tecnológica.
- 02Amostragem de eDNA para caracterizar comunidades invisíveis.
- 03Inventários dirigidos a polinizadores e artrópodes do solo.
- 04Integração espacial dos resultados com o mosaico de parcelas e práticas.
Progresso: Progresso actual
- A monitorização está em curso em campos de milho convencionais e em transição.
- As comunidades de insectos estão a ser amostradas com armadilhas de Malaise e analisadas por DNA metabarcoding.
- A primeira campanha de amostragem identificou mais de 600 espécies de insectos numa única amostra de duas semanas, demonstrando a diversidade notável presente no local.
Conhecimento a produzir
A monitorização continuada permitirá relacionar práticas concretas de maneio com trajectórias de biodiversidade, criando um sistema de indicadores próprio da exploração.
Nota final
A biodiversidade agrícola deixa de ser uma intenção e passa a ser um indicador mensurável, comparável e utilizável na decisão anual de maneio.