Agricultura regenerativa · Golegã, Portugal · 2024—

Quinta da Cholda

Como é que práticas agrícolas regenerativas alteram a biodiversidade de uma exploração intensiva?

Desafio

Uma exploração agrícola de grande escala iniciou a transição para práticas regenerativas sem qualquer linha de base ecológica. Sem evidência, era impossível saber se as mudanças no solo, na água e no maneio se traduziam em ganhos reais de biodiversidade.

Abordagem

  1. 01Definição da pergunta científica antes de qualquer escolha tecnológica.
  2. 02Amostragem de ADN ambiental para caracterizar comunidades invisíveis.
  3. 03Inventários dirigidos a polinizadores e artrópodes do solo.
  4. 04Integração espacial dos resultados com o mosaico de parcelas e práticas.

Progresso: Progresso actual

  • A monitorização está em curso em campos de milho convencionais e em transição.
  • As comunidades de insectos estão a ser amostradas com armadilhas de Malaise e analisadas por DNA metabarcoding.
  • A primeira campanha de amostragem identificou mais de 600 espécies de insectos numa única amostra de duas semanas, demonstrando a diversidade notável presente no local.

Conhecimento a produzir

A monitorização continuada permitirá relacionar práticas concretas de maneio com trajectórias de biodiversidade, criando um sistema de indicadores próprio da exploração.

Nota final

A biodiversidade agrícola deixa de ser uma intenção e passa a ser um indicador mensurável, comparável e utilizável na decisão anual de maneio.